O Setor do Gás Natural
Atualmente todo o gás natural consumido em Portugal é originário de países terceiros, sendo uma parte recebida por gasoduto de alta pressão, outra parte por via marítima (sob a forma de gás natural liquefeito - GNL).
A REN Gasodutos opera a Rede Nacional de Transporte de Gás Natural (RNTGN) que recebe o gás natural na fronteira espanhola, na saída das instalações de armazenagem (REN Armazenagem) ou no terminal de regaseificação (REN Atlântico) e o entrega aos distribuidores ou aos clientes finais de alta pressão. A REN Gasodutos detém a concessão para o transporte de gás natural em alta pressão, que inclui a gestão técnica global do Sistema Nacional de Gás Natural através da qual assegura a coordenação do funcionamento das infraestruturas de distribuição e transporte de gás natural que garantem a continuidade e a segurança do abastecimento, sendo também responsável pelas propostas de desenvolvimento do Sistema Nacional de Gás Natural.
As atividades de receção, de armazenamento e regaseificação de GNL, de armazenamento subterrâneo de gás natural e de transporte de gás natural são realizadas ao abrigo de contratos de concessão (de 40 anos) estabelecidos com o Estado Português. Mais especificamente, a REN Atlântico detém a concessão para a receção, armazenamento e regaseificação de GNL no terminal de GNL de Sines e a REN Armazenagem detém uma concessão de armazenamento subterrâneo de gás natural situada no Concelho de Pombal (sítio do Carriço).
Com a aquisição da REN Portgás, a REN - Redes Energéticas Nacionais passou a incorporar na sua base de ativos uma importante infraestrutura de distribuição de Gás Natural, ao abrigo de um contrato de concessão celebrado com o Estado português até ao ano de 2048.
À semelhança do que se passa no sistema elétrico, a atividade de comercialização de gás natural e a gestão dos mercados organizados estão abertos à concorrência.
Aprovisionamento
Distribuição
Mercados e Comercialização
A venda de gás natural aos consumidores finais é feita pelos comercializadores, que podem comprar e vender livremente o gás natural no mercado aberto ou através de contratos bilaterais.
Consumo
Os consumidores são a razão de ser de todo este complexo sistema. Em Portugal Continental existem mais de 1,3 milhões de consumidores, sendo a sua esmagadora maioria em baixa pressão, 279 em média pressão e 21 em alta pressão, que em 2011 consumiram mais de 57 mil milhões de kWh, o que corresponde a cerca de 4,7 milhares de milhões de metros cúbicos.
Com a abertura do mercado de gás natural em Portugal, os consumidores que o desejem podem já hoje escolher livremente o seu comercializador de gás natural.
Transporte, Armazenamento e Regaseificação
O gás natural é rececionado na fronteira e transportado através dos gasodutos de alta pressão da Rede Nacional de Transporte de Gás Natural (RNTGN) que se ligam, através de estações de medição e redução de pressão, aos gasodutos de média pressão operados pelas empresas de distribuição.
Nas instalações de armazenamento subterrâneo (Concelho de Pombal) o gás natural em alta pressão é armazenado sob a forma gasosa em cavidades criadas no interior de um maciço salino, a profundidades superiores a mil metros.
No terminal de Sines o gás é recebido sob a forma líquida (GNL). Após o descarregamento dos navios metaneiros o GNL é enviado para tanques de armazenamento intermédio onde aguarda até que haja ordem de regaseificação emitida pelo proprietário do gás. No final deste processo o gás natural (já sob a forma gasosa) é comprimido e injetado na rede de alta pressão no ponto de entrega do terminal.
O armazenamento (sob a forma gasosa ou líquida) cumpre funções de segurança de abastecimento e de flexibilidade para os agentes de mercado e consumidores.